Gastronomia pelo mundo – Lisboa

Continuando as dicas da Europa…

De todos os lugares que fomos, Lisboa foi onde comemos os melhores pratos e pelos menores preços (não dá nem para acreditar quando chega a conta). Primeira dica: quando o assunto são restaurantes, é sempre bom falar sobre o couvert. Quando você senta na mesa, já se depara com um monte de pães, saladinha de lula, croquetes, azeitonas e tudo o que tem de mais gostoso. Acontece que, diferente daqui, lá eles cobram por item, ou seja, se você apenas beliscar cada um desses terá que pagar por tudo, o que muitas vezes o valor de todas as entradas sai mais que o prato. Por isso, assim que sentar, olhe o menu e veja quais das entradinhas você vai querer e avise para o garçom o que você não vai consumir. Agora vamos ao roteiro…

Cozinha onde são feitos os pastéis

  Pastel de Belém

Parece uma dica meio obvia, mas acabei caindo no conto do pastel de Belém errado e me dei mal. Achei que em qualquer lugar de Lisboa esse docinho de ovo fosse gostoso, mas não. O melhor e tradicional fica só no bairro do Belém, ao lado do mosteiro. Isso porque, a receita dos pastéis originais foram dos monges que inventaram há mais de dois séculos. Além dos pastéis, por lá também vale experimentar os tradicionais bolinhos de bacalhau.

Serviço

Rua de Belém, 84

Saladinha de polvo - Cervejaria Trindade

Cervejaria Trindade

Essa dica foi de um amigo meu que morou durante um ano e meio em Lisboa e é um amante da boa gastronomia. Essa cervejaria não é incrível só pela comida como também pelo local. Ela é muito tradicional e tem uma arquitetura que lembra bares antigos (até porque é um) com arcos no teto e imagens pintadas em azulejos. Não deixe de pedir um copo de chopp que pode vir em três tamanhos e é uma delícia. A primeira vez que fomos, escolhemos pelos pratos. Eu pedi uma açorda de gambas (camarões). Esse prato é muito

tradicional, nele eles fazem uma massa de pão, com especiarias e muitos temperos e misturam com alguma carne, eu pedi com camarão. O André escolheu uma carne de porco, com uma cama de verduras e batata, também estava divino. Os pratos são bem grandes, então outra opção é pedir uma entrada e dividir um prato. Na outra vez que fomos, decidimos só petiscar. Pedimos um tremoço (o melhor que já comi na vida), pasteis de bacalhau, croquete e uma saladinha de polvo com pão. Também estava incrível.

Serviço:

Rua Nova da Trindade 20  1300-330 Lisboa, Portugal

Potugália

Gambas a Brás - Portugália

Fomos nesse restaurante no inverno e já estava uma delícia, imagino que no verão ele deve ser melhor ainda. Na margem do Rio Tejo, ele tem uma varanda de frente para a água. Além do preço ser inacreditável (paguei meu prato 7 euros!), os pratos também  são muito bons. Tem desde frutos do mar até carne. Eu pedi um prato do dia que era de gambas a Brás. Bem diferente, uma mistura de ovo mexido com batata palha, ervas e camarão, o André, que estava com saudade de comida brasileira, optou por um autêntico bife a cavalo com batata frita. Os dois deliciosos.

 

Serviço:

Avenida Brasília Edifício Espelho de Água

Solar dos Presuntos

Essa foi uma dica dos meus pais. Eles repetiram umas vinte vezes que nós tínhamos que ir e realmente valeu a pena. O restaurante conta com um ambiente muito legal, todo decorado com camisas de futebol, tem do mundo todo. Mas o melhor da história mesmo são os pratos. Ele serve comidas típicas portuguesas e não tem pedida melhor do que um bacalhau nesse caso, né? A entrada

André se deliciando com o bacalhau

optamos por uma saladinha de polvo acompanhada de pão português e manteiga e o prato principal um clássico: postas de bacalhau a Brás. Conclusão: um dos melhores que já provei na vida. O preço também é muito bom, gastamos 35 euros o casal.

Serviço:

R. das Portas de Santo Antão 150  1150 Lisboa, Portugal
213 424 253

Anúncios

Zona cerealista: um paraíso desconhecido

Este slideshow necessita de JavaScript.

Para terminar o especial de férias, decidi fazer um post contando onde comprei as delícias para passar, como uma rainha, os dias no sítio. O Pedro, namorado da minha irmã, tinha comentado que quando queria comprar produtos importados, nem pensava em passar no mercado, ele ia direto na Zona Cerealista, que fica bem pertinho do Mercado Municipal. Como não é muito perto de casa, eu e o André nunca tínhamos ido, mas, como passamos dois dias das férias em SP, resolvemos nos aventurar. O único problema é que tivemos a péssima ideia de ir de carro, conclusão? Nos perdemos até não poder mais e fomos parar pra lá da Zona Leste. Por isso, aí vai a primeira dica: vá de metrô. A estação mais perto é a Pedro II, mas você também pode parar na Luz e aproveitar para comer o delicioso bolinho de bacalhau ou o tradicional sanduiche de mortadela no Mercadão.

Depois de ir e voltar duas vezes, tivemos a brilhante ideia de deixar o carro num estacionamento e ir de metrô. Almoçamos no mercadão e fomos perguntando até chegar ao PARAÍSO! Já na primeira loja que entramos, encontramos uma variedade gigantesca de bries, vinhos, funghi, castanhas, frios e muito mais coisa. Não preciso nem dizer que saímos de lá cheio de sacolas. Nós escolhemos duas lojas, a Laticínios Sabor e Empório Pena, para comprar tudo. Conclusão: com certeza a distância não foi um problema comparada à economia e a qualidade dos produtos.

Gastamos no total R$ 150, mas olha o tanto de coisas que compramos:

  •        1 garrafa de vinho
  •        1 pacote de risoto italiano
  •        1 pedaço de brie presidente
  •        1 pedaço de queijo emmental (que foi usado para o fondue)
  •        1 pedaço de queijo Gruyère
  •        1 vidro de fundo de alcachofra
  •        1 pacote de funghi
  •        1 pacote de lascas de amêndoas
  •        1 pacote daquelas azeitonas pretas bem grandonas
  •        100g de presunto cru
  •        100g de moradela
  •        1 pacote de pistache
  •        1kg de bacalhau em lascas

Tá bom, né? Acho que daqui por diante vou seguir a dica do Pedro e só fazer compras na Zona Cerealista. Indico pra vocês também.

Bacalhau carioca

Minha tia mora no Rio de Janeiro e sempre que eu ou minha irmã vamos pra lá, o resultado é uma verdadeira orgia gastronômica. Esse mês minha irmã passou uns dias com o namorado e na bagagem trouxeram uma receita sensacional. Tão boa que também entrou para o cardápio das nossas férias.

Antes de tudo, não precisa se assustar porque esse tipo de bacalhau é bem baratinho. Compramos na Zona Cerealista por R$ 16 uns 500g, quantidade que dá tranquilamente para até quatro pessoas.

A paisagem atrás é do meu sítio. Delícia, né?

Ingredientes

  • 1 cebola média em cubinhos
  • 1 dente de alho amassado
  • ½ pote de creme de leite fresco
  • 500g de bacalhau em lascas
  • 3 batatas médias
  • ½ xícara de chá de azeite
  • Um bom punhado de salsinha picada
  • Queijo ralado para gratinar
  • 6 azeitonas pretas cortadas em quatro pedaços (a receita original não vai azeitona, mas fizemos com e ficou uma delícia!)

Modo de preparo

Passe água corrente nas lascas de bacalhau. Depois deixe-o dessalgar em uma panela com água. A quantidade de tempo depende do quanto ele estiver salgado. Quando a água não estiver mais tão salobra, pode tirar. Eu deixei por cerca de 40min, 1 hora.

Descasque e cozinhe as batatas. Depois de prontas amasse-as e reserve. Troque a água do bacalhau  e leve-os em fogo médio, deixando até levantar fervura. Reserve. Em uma panela, refogue a cebola e o alho em ½ xícara de azeite. Depois de dourados, adicione o bacalhau sem a água e deixe cozinhar um pouco por cerca de cinco minutos. Acrescente a batata amassada e vá colocando aos poucos o creme de leite, sem deixar que a mistura vire um molho e sim uma massa homogênea. Por último, adicione a salsinha e a azeitona. Unte uma travessa com um pouco mais de azeite e transfira o peixe para ela, salpique com queijo ralado. Leve ao forno para gratinar e sirva com arroz branco.