Pudim de tapioca do Mocotó

A última vez que fui no restaurante Mocotó me apaixonei por uma sobremesa: o pudim de tapioca. O pudim em si já é maravilhoso, mas o que dá o toque especial é o coco queimado que vai por cima. Um dia, fuçando pela internet, qual receita eu acho no site do Mocotó? O pudim! Decidi que a melhor ocasião para testa-lo seria no meu aniversário. O resultado foi o prato sem mais nenhum pedacinho em menos de 20 minutos. Ele fez tanto sucesso que a partir dai, em todos os almoços que vou na casa da minha mãe, ela me pede para levar o pudim!

E ele fica lindo!

Ingredientes:

  • 75g de tapioca granulada
  • 375ml de creme de leite fresco
  • 200ml de leite de coco
  • 100ml de leite
  • 1 lata de leite condensado
  • 2 ovos
  • 2 gemas

Calda para a forma:

  • 200g de açúcar
  • 80ml de água

Calda de Coco Queimado:

  •     500g de açúcar
  •     150ml de leite coco
  •     100ml de água
  •     03 anis-estrelado
  •     Crocante de coco
  •     500g de coco fresco

Modo de preparo:

Pudim

Em uma panela, coloque primeiro o açúcar. Depois de derretido, adicione a água. Deixe até que vire uma calda homogênea e espalhe na forma do pudim.

Hidrate a tapioca com o creme fresco e o leite de coco por pelo menos duas horas e reserve. Em um recipiente, misture os ovos, as gemas, o leite e o leite condensado. Mexa bem, coe em uma peneira fina e junte à tapioca hidratada. Coloque a mistura na forma caramelizada e asse em banho-maria a 150º por 40 minutos ou até firmar.

Calda de coco

Caramelize o açúcar, depois adicione o anis, a água e o leite de coco. Cozinhe até obter o ponto de fio grosso.

Coco queimado

Espalhe o coco ralado em uma assadeira forrada com silicone ou papel manteiga e asse em forno baixo, mexendo sempre até dourar.

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Paladar cozinha do Brasil

A Nana, uma amiga minha que trabalha no caderno Paladar, me convidou para um evento muito legal que rolou essa semana no Hyatt hotel, o Paladar cozinha do Brasil. Foram três dias de evento, começando na sexta-feira e terminando hoje. Nele, diversos chefes como Mara Salles, Alex Atala, Rodrigo Oliveira, Carla Pernambuco, entre outros apresentaram o que sabem fazer de melhor: cozinhar. O evento conta com diversos tipos de aulas, que vão de palestras até degustações de bebidas. Eu participei de duas muito legais, onde os chefes desenvolvem um cardápio pautado por um tema específico, tendo como inspiração a  cozinha brasileira. Os pratos são feitos na frente dos convidados e, lógico, que quem assiste a aula ganha o direito de experimentar tudinho. Pena que só consegui ir no domingo, mas com certeza valeu a pena.

 

Rodrigo Oliveira – café da manhã sertanejo

A primeira aula foi do chefe do restaurante Mocotó (um dos meus preferidos), com Rodrigo Oliveira. Além de ser um dos maiores experts da cozinha brasileira, ele tem um carisma único. O tema dele foi café da manhã sertanejo. Assim que a aula começou, nunca imaginei que iria degustar pratos tão bons e ao mesmo tempo tão diferentes em um café da manhã. Ele começou contando suas origens, ele é nordestino, e as origens dos ingredientes que compõe a culinária sertaneja, que é a mandioca e o milho.

Para começar, ele serviu um pão com farinha de mandioca (você encontra na feira), seguiu o menu com uma panqueca batizada de bijoca, que é feita com massa de mandioca, queijo coalho, requeijão, sal e ele também colocou cebola roxa ralada e caramelizada. Fica uma delícia! O outro prato foi um cuscuz, feito com farinha de milho misturada com água, um ovo mole, que tinha a gema mais amarela que já vi na vida, e uma coalhada escorrida. Esse foi o meu prato preferido. Segundo Rodrigo, é mais rápido fazer cuscuz do que pegar um pãozinho na padaria (vou testar se é verdade e depois conto).

Rodrigo Oliveira, chefe do restaurante Mocotó

Para surpreender, o chefe começou uma conversa perguntando quem já tinha comido carne ou carneiro de manhã. Não me surpreendi quando ninguém levantou a mão. Ele explicou que, assim como comemos presunto, no sertão é normal comer carne no café da manhã. Dito isto, o outro prato foi um pão de farinha mandioca cozido no vapor, recheado com carne seca (esse foi o preferido do André). Por último, e mais surpreendente, foi um guizado de cabrito, com cubos de batata doce e jurubeba. O resultado da degustação foi incrível, uma aula sem igual com sabores deliciosos.

 

 

Juarez Campos – Moqueca capixaba

A segunda aula foi com o chefe do restaurante que fica em Vitória, o Oriundi. Juarez Campos cozinhou uma típica moqueca capixaba com muito bom humor. Como para preparar esse prato, não basta só sabor, como charme também, a apresentação começou com um filme sobre as panelas de barro. Utensílio que não pode faltar na cozinha.

Chefe do restaurante Oriundi, Juarez Campos

Ele explicou que na moqueca tradicional, os ingredientes são cozidos todos juntos, mas ele fez diferente. Isso porque, o ponto de cozimento de cada um deles é diferente, então ele dá a dica de antes fazer o molho e por último colocar o peixe. Para a moqueca ele usou uma boa posta de badejo, mas é possível usar qualquer tipo de peixe de água doce.

Para começar o prato, Juarez refoga no azeite um pouco de cebola e alho, adiciona o tomate picado (tem que ser bem maduro), o coentro e o óleo de urucum. Deixe cozinhar até ter um caldo e depois coloque as postas de peixe, cobrindo com o molho e tampando a panela. Ele deixou cozinhar por uns 15 minutos, depois colocou um pouco de salsinha e limão. O resultado ficou excelente, muito diferente de todas as outras moquecas que já tinha experimentado.

Ficou com vontade de ir? Esse ano não dá mais, mas ano que vem tem mais, é só ficar esperto nas inscrições ou acompanhar o blog que com certeza vou colocar as informações aqui no Cumbuca.